Arquivo para novembro, 2007

Runaway dog

Posted in Cachorradas on novembro 24, 2007 by rexandthecity

23311618.jpg

Estive pensando em como esses posts estão desesperados. Tá certo que esse é um blog sentimental, rosinha, fofo e de rendinhas, mas haja estrogênio! Não estou de tpm, porém só não estou roendo as unhas porque elas já se foram há tempos…

Passei a noite toda pensando no Lord Dart Vader. Pensei em aceitar a proposta, pensei em porque eu não aceitei antes, pensei em como eu quero ele pra mim! Dane-se a minha casinha no alto da montanha. Prefiro ser feliz no chão.

Deixei uma mensagem educada no orkut dele e uma outra bem desesperada no msn. Alguma coisa tentando (em vão) parecer equilibrada e desinteressada. “Você está aí? Se não estiver, quando entrar, preciso muito falar com você… Beijo”.

Fiquei pensando quantos beijos desses eu recusei. Quantas vezes eu disse que era ridícula toda aquela insistência. Que eu queria tudo do meu jeito. Puro charme.

Agora meu cachorro fugiu. Não respondeu a nenhuma das duas mensagens. Tudo bem que essa semana foi bem (in)tensa pra nós dois, mas, como eu queria… Queria reclamar do assédio, das cantadas sem graça, das investidas diretas, de tudo. Tô morrendo de saudade. E com muito medo de não ter mais.

Por que os cachorros fogem?

Eu tenho uma cachorra (Animal mesmo, não costumo cultivar rivais em casa). Um dia de manhã, ela fugiu. Achou um husky siberiano lindo na porta da minha casa e os dois traçaram juntos o caminho da liberdade. Até eu achar o caminho também e enfurná-la no meu porta-malas.

Será que os cachorros humanos também fogem tentando preservar a liberdade? Será que foi medo de mim?

Já pensei em várias coisas. Bem, que eu estava no meu pior momento, é fato. Mas que o meu pior momento não é tão horripilante, nisso eu também acredito. E meu cachorro é lindo, mas não é um husky.  É um cachorro espertinho que queria me manter numa coleira imaginária, só pra dizer pra todo mundo a collie que abanava o rabinho pra ele. 

Sim, eu também sei ser cachorra, mas isso fica pra depois. E, como diz um amigo meu… Eu posso ser cachorra, mas sou uma collie linda! rs.

Espero que meu Dart Vader vira-latas volte, mesmo que não seja pra fugirmos de tudo isso. Dar as patinhas e concretizar uma amizade legal já tava de bom tamanho.

Hum… Tá bem. Uma lambidinha no focinho também não ia mal… (Definitivamente minha casinha branca foi demolida).

Anúncios

As cachorras felizes

Posted in Cachorradas on novembro 24, 2007 by rexandthecity

50513-main.jpg

Depois de dedicar todos os meus primeiros tópicos aos dois cachorros que povoam meu canil nesses últimos dias, resolvi escrever um post sobre as cachorras.

Ah, o mundo animal! Ferormônios, um mundo calcado na vontade e sem regras. Você, por acaso, já viu um casal de iguanas divorciadas? Bem, nem eu. Mas estamos nesse mundinho humano em que todos pertencem a alguém.

E quando você não pertence à ninguém?

Depois de enrolar suas tias, mães e amigos com aquele “eu ainda não achei alguém especial” ou um “estou muito focada na minha carreira”, eis que surge a dúvida: quando eu vou parar com essa mentira??? Eu quero alguém sim, e quero agora!

Por que algumas cachorras têm o príncipe separado e outras ficam esperando com as tranças na janela até decidirem parar de esperar sentadas, cortar o cabelão e se acostumar em ser titia? Muito antiquado, mas verdade. Ninguém quer ser tia.

O que faz um homem escolher determinada mulher pra namorar? E o que faz outra ser preterida? Claro que há motivos claros… Mas e quando as diferenças não existem? Me peguei olhando pra namorada do Lord Dart Vader… Pensando em como sim, ela era bonita. E era inteligente… Devia ter bastantes qualidades, claro. Mas o que faz com que ela seja diferente de mim? E de outras tantas pessoas que não encontram seu príncipe, ou mesmo o seu herói do mal?

Cada dia me revolto mais. Vou puxar as minhas tranças, fazer um penteado novo e ir à luta. Meu príncipe tem que estar em algum lugar. E não é nenhum Dart Vader.

Uma pena. Sempre preferi os vilões.

A hora errada

Posted in Cachorradas on novembro 23, 2007 by rexandthecity

dart.jpg

Passei toda a minha vida esperando o príncipe encantado e a hora certa pra me mudar pra um lindo castelo no alto da montanha, eu que eu vivesse happily ever after…

Bem, as coisas nem sempre correm como queríamos…

Semana passada eu estava conversando no msn com o canalha ocasional. Pra facilitar, daqui em diante, vou chamá-lo de Lord Dart Vader. Uma pessoa de quem eu gosto muito, de verdade. Sabe quando você sente alguma coisa por uma pessoa, que não é amor, mas não é amizade? É só um carinho grande e uma vontade de que essa pessoa sinta uma energia muito boa.

 Voltando… Há um pequeno detalhe na história. Nós não nos conhecíamos. Sim, sim… É muito nerd ter um amigo virtual, mas também é muito saudável. Compartilhávamos várias alegrias, noites chatinhas, contávamos segredos… Tudo isso protegido pelo fato de que a única coisa que nos unia podia ser desligada da tomada.

Pena que o destino não pode ser desligado da tomada…

Depois de uma semana tensa combinando de nos encontrarmos, vendo quem teria coragem de ir ou não e eu pensando se deveria ir… E se eu fosse, com que roupa? E o que fazer com meu cabelo? Planos, pra que planos…???

Dois dias depois dessa conversa, sai pra almoçar e voltei pra casa passando muito mal. Fui levada pro hospital, com muita dor, e fiquei sabendo que iria direto pra mesa de cirurgia. Não tive tempo pra me conscientizar da história, de tanta dor e de tão dopada que me deixaram. Estava suja, descabelada, tinha vomitado tudo que comi em um mês e com a pior roupa possível.

E, quando eu acordo, quem estava ao meu lado?

Ele. Lord Dart Vader em pessoa.

Tentei voltar a dormir, pensando que só podia ser uma alucinação dos vários remédios que eu tinha tomado. Mas não era. Era ele. Ali, na minha frente, e ia assistir a toda a minha cirurgia. Entrei em pânico. Todos os meus planos, a blusa que eu separei, a escova que pensei fazer na minha franja, as coisas que eu queria dizer… O que restou? Nada.

Fui pra mesa de cirurgia, numa camisola ridícula e sem nada por baixo. Esse foi o vestido que o destino escolheu pro nosso momento especial.

Pra quê fazemos planos? Por que programamos as coisas? Só sei que não estou no controle de nada na minha vida. E decidi que, realmente, eu não sou tão certinha assim como disse naquele post. Existem coisas que são muito diferentes quando reais.

Minha cabeça está muito confusa e eu ainda tenho três cicatrizes.

O que ele está pensando agora?

Ah… destino.

A segunda chance

Posted in Cachorradas with tags on novembro 17, 2007 by rexandthecity

doggyheadache.jpg

Essa pergunta ficou pairando pela minha cabeça por todo esse final de semana.

Você deve dar uma segunda chance a quem pisou feio na bola com você?

Bem, vamos à análise de caso. Fiquei essa semana toda conversando com aquele cachorrinho do post passado, combinando o que faríamos no final de semana.

Eis que o final de semana chega, e não era só eu que pareci ansiosa pro encontro… Tínhamos marcado com nossos amigos (os meus e os dele) num lugar pequeno, pra todo mundo poder conversar, e mais tranqüilo.

Minha amiga, já prevendo a tragédia, sugeriu que fôssemos pra um lugar bem legal, porque, caso tudo desse errado com ele, pelo menos eu não perderia minha noite. Dito e feito.

Liguei pra ele e avisei da mudança do lugar. 11 horas. Ele ligou falando que tava chegando, eu entrei e fiquei lá com os meus amigos.

Meia-noite. Depois de dar várias voltas pelo lugar sem achá-lo, mandei uma mensagem bem sucinta: “Chegou?”. Sem resposta. Já desesperada e meio descontrolada, peguei o celular, liguei pra ele e ele não atendia! Tentei procurar mais várias vezes sem achar, até que, lá pelas tantas, chutei o balde e decidi dar uma primeira chance à outra pessoa… (Que eu ainda nem decidi se merecia essa primeira chance). Mas me diverti.

Concluindo. A segunda chance é uma exclusividade de poucos. E não deve ser, jamais, concedida a quem te sacaneou feio. Digamos que os antecedentes criminais até permitem a segunda chance, mas os crimes qualificados, jamais.

O canalha ocasional

Posted in Cachorradas on novembro 16, 2007 by rexandthecity

disguisekx6.jpg

Tenho um amigo que conheci através de outros amigos em comum. Bonito, inteligente, bem-educado, papo excelente e com uma namoradinha muito sem sal.

Não sei por que, mas, o garoto cismou comigo.

Não que ele seja o tipo de homem cafageste. É aquele menino que todas as amigas da namorada juram que é muito fiel. Disse pra mim que nunca pensou nisso com outra pessoa (sic) mas que tá se descontrolando…

Eu já disse várias vezes que não é a minha… Que eu não sei dividir, dei mil desculpas, mas nada faz o garoto desistir.

Um dia, estávamos conversando, e acabamos chegando à conclusão de que a gente tem essa coisa justamente porque não pode ter. Ele não pode porque eu não quero. E porque sabe que eu jamais ia cair nessa furada. Eu não posso porque ele tem a maldita garota e isso acaba com meu sonho da casinhabrancanoaltodamontanha

Apesar de eu ser meio Carrie, no fundo eu sou a maior Charlotte que eu conheço…

Mas, se o relacionamento dele vai bem, ele gosta da menina, quer ficar com ela e nunca teve vontade de trair, porque cismou assim?

Ele me disse que é porque eu sou assim, certinha. Nem as certinhas têm paz mais nesse mundo, meu Deus!

Será que eu sou tão certinha? Até onde vão meus princípios e começa a minha vontade?

 O que eu tiro desse post é que existe esse tipo de homem não-classificável. O canalha ocasional. Ele só faz uma coisa quando tem muita vontade, apesar de não faltarem outras oportunidades. Corre risco e morre de medo disso. Será que os nossos príncipes serão canalhas ocasionais? E se o canalha for o meu príncipe, mesmo que ocasional???

Nessas horas, os homens não-híbridos (canalha full-time, por exemplo) são melhores. Pelo menos, são mais previsíveis.

Qual a diferença entre um potencial namorado e um potencial ficante?

Posted in Cachorradas with tags , on novembro 15, 2007 by rexandthecity

dogs-2din-2dcostumes4.jpg

Fui assaltada por essa questão ontem à noite.

Cheguei em casa, cansada e sem saco… Entrei no msn e lá estava um ex-quase namorado que decidiu vir com historinhas conhecidas… (Sua foto tá linda, terminei com minha antiga namorada, temos que fazer alguma coisa) e pá: vamos sair nesse final de semana?

Até aí nenhum problema. O dilema é que o rapazinho tinha uma história bem complicada com essa tal ex. Começou a ficar comigo gostando dela e, depois de uma semana de beijinhos, sms, horas no telefone, mais beijinhos, alguns elogios exagerados e eu ficando meio de saco cheio do grude, eis a surpresa. Eu já estava achando linda toda aquela melação… Comentei com meus amigos e chamei alguns deles pra conhecer o garoto no final de semana. Ele pareceu adorar a idéia, e ficou de vir.

Acordei no sábado com o céu azul e o mundo cor-de-rosa. Toca meu telefone. Era ele. Dizendo, todo sem jeito, que não poderia vir. Falei, num repente estrogênico, que já sabia que isso aconteceria e tal… E tive a a infeliz idéia de perguntar o porquê.

“Bem, você sabe que eu gosto muito de você, você foi uma pessoa muito especial que apareceu na minha vida esse ano… Mas eu tô muito confuso. Minha ex. Eu acho que ainda gosto dela. Não sei o que me deu pra te falar isso, mas queria ter falado durante toda a semana, não tive coragem. Acho que no final vou acabar sem você e sem ela, mas acho o mais justo a fazer com você.”

Fiquei muda, falei umas coisas sem sentido e disse que ia desligar o telefone porque tinha que sair. Chorei, entrei em crise e me recuperei.

E agora, depois de bastante tempo e alguns episódios dignos da Carrie de Sex and the City depois, o garoto aparece, como Jason no filme de terror.

Conversando com umas amigas, pesei a vantagem do tal encontro. Ele mudou muito no jeito de lidar comigo. Não me liga pra dizer “bom dia”, “boa prova”, não fica enchendo a minha bola e muito menos passa horas no telefone. Ou ele acha que passou a hora da conquista ou só quer virar o meu ficante novo.

O problema é…. Bem, o cachorrinho é lindo, mas falta “a” pegada, sabe? Boa companhia, corpo legal, papo bom demais… Mas, fraco. Ou seja, o potencial namorado. Aquele cara que é o genro que sua mãe queria, e que você pode ter tempo pra ensinar como as coisas devem ser feitas.

O potencial ficante é aquele que você nem sonha apresentar pros seus amigos, mas que tem “a” pegada. Pode ser um babaca, mas é muito gostoso.

Será que um potencial namorado deve ser levado como um ficante? E como não se envolver quando o que você aprecia não é um abdome “six pack”?

Complexo.