Arquivo para fevereiro, 2008

Fim de linha

Posted in Cachorradas on fevereiro 24, 2008 by rexandthecity

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Espero sinceramente que esse seja o meu último post da série Dart Vader.

Ontem, depois de eu ter ficado horas esperando a resposta sobre o nosso encontro, eis que ele entra em uma crise de consciência.

Disse que pensou muito sobre nós dois e o que seria do nosso relacionamento no futuro, depois que tudo acontecesse. Percebeu que só íamos magoar um ao outro e estragar a nossa amizade. Que pensou nas coisas que disse e viu que não queria trair a namorada e estava se sentindo a pior pessoa do mundo por estar fazendo o que fez comigo.

Eu falei que também refleti muito sobre o que dissemos e cheguei à conclusão que eu quero uma pessoa integralmente minha. E é isso. Tudo o que eu quero. Não conseguiria ficar com ele, por mais que meu corpo todo dissesse que sim.

Ele pediu mil desculpas pelo que falou e o que fez, pediu pra eu não ficar triste e tentar não mudar com ele… Impossível.

Tudo mudou. A nossa “amizade” que ele tanto preza não passava de uma imensa vontade de estar junto e se conhecer. E essa vontade tem que passar.

Achei dignas as palavras dele, de que não queria me magoar e nem menosprezar com o que falou, e que tudo que queria era me preservar de me sentir mal depois. E que eu mereço alguém especial que me ame demais.

Falei que queria somente que nós nunca tivéssemos nos conhecido. Que eu estava muito triste mas que ia melhorar. E que não queria que ele ficasse triste também.

Foi o final mais surpreendente, mas o menos bonito. Sem reticências, só um ponto final.

Coragem, o cão covarde.

Posted in Cachorradas on fevereiro 23, 2008 by rexandthecity

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Depois de muito tempo sem escrever nada, eis que o desequilíbrio me traz aqui novamente.

Fiquei muito tempo sem conversar com Dart Vader, por mais que pensasse nele cada dia mais.

Essa semana voltamos a nos falar. O mesmo papo de sempre, de como está tudo, o que eu estou fazendo, essas coisas parecidas com falar sobre o tempo dentro do elevador…

No meio da conversa, resolvi fazer uma piadinha e perguntar como tinha sido o final de semana dele, se tinha ido pra noitada e pego geral. Pra quê??? Com a minha gracinha, acabei desencadeando uma conversa que acabou de um jeito absurdo!

Cheios de indiretas, acabamos concordando que estávamos numa situação estranha, e que eu deveria cobrar meus direitos… Meus direitos de igualdade, já que ele estava em grande vantagem (visual… rs) desde a cirurgia. Hehehe… O problema é que a história de tornou muito palpável quando saiu das indiretas iniciais.

As gracinhas continuaram e ele acabou demonstrando e dizendo que o interesse por mim só cresceu, ao contrário do que eu pensava… Eu acabei caindo na conversa e disse o quanto ele mexe comigo e o quanto é grande a minha vontade “dele”. Uma conversa bem… hum… sexy, diga-se de pessagem… rs

Resolvemos que os dois têm coragem. E que um vai testar a coragem do outro.

O grande problema e a grande cachorrada disso tudo (se bem que a coisa toda sempre foi uma cachorrada desde o início) é que ele pediu pra eu pensar muito em como vou me sentir depois, porque ele não vai terminar com a cachorra matriz. Cachorro imundo!!!

Nunca trai ninguém. E isso é contra tudo que eu sempre imaginei.

Que vantagem eu teria nessa situação? Matar minha curiosidade? Prazer? Curtição? Ou só por saber que isso tudo é errado, pela adrenalina? Essas perguntas nem fui eu quem fiz. Foi ele próprio.

A chance de eu me magoar é de cerca de 95%, e a chance de eu me sentir usada e a pior pessoa do mundo, de 99%.

São 2 da tarde de sábado. Será que ele vai me ligar?

Aposto meu 1% acima que não… Que vai inventar qualquer desculpa e me descartar pra sempre. Com medo, vergonha de ter sentido essas coisas e vontade de esquecer tudo isso. Aposto.

Mas, e se ele ligar? O que eu vou fazer?

Poucas vezes eu fiquei tão nervosa…

E nunca senti uma vontade tão grande de ter alguém.

Que medo!