Arquivo para agosto, 2008

I want a McDreamy in my Mclife

Posted in Cachorradas with tags on agosto 4, 2008 by rexandthecity

 

Nos últimos tempos eu estive ocupada demais pra escrever aqui. Não, mentira. Eu tive muito tempo livre, demais, mais do que o necessário. Mas durante todo esse tempo, eu tentei construir uma imagem de bem resolvida que não escreve em blogs sentimentais. Hum… Failure.

Mudei de corte de cabelo (toda mulher tem que começar uma mudança pelo cabelo, não???), mudei de faculdade, fiz novos amigos, passei um mês fora do país, mas quando eu voltei, continuava tudo como eu deixei.

Eu continuo sentindo que eu não pertenço ao mesmo universo das pessoas com as quais eu me relaciono. Continuo não aceitando o fato de Dart Vader continuar me perseguindo, apesar de eu cultivar isso. E já cansei de todas as perguntas que eu sempre me faço sobre esse relacionamento doente. E ele não é feliz com aquela garota sem sal? Então o que ele quer comigo? Como ele pode ser tão superficial a ponto de achar que eu vou me tornar alguém igual a ele e aceitar todas as condições que ele me impõe, como se ficar com ele fosse o grande favor que ele vai fazer pra minha vida? Ah, basta.

E what about prince charming? Bem, he´s not that charming. Eu acabei indo sozinha pra viagem que nós planejamos fazer juntos. Não que isso tenha sido ruim, acho que foi até melhor assim. Mas como ele conseguiu me enrolar esse tempo todo e simplesmente não responder a nenhuma das minhas perguntas sobre o porquê dele não ir comigo??? Nem eu sei o que aconteceu. Só sei que ele não apareceu, não deu satisafção e ainda me escreve como se eu fosse o amor perdido da vida dele. Talvez dessa palavras, a única certa seja “perdido” mesmo.

A verdade é que eu cansei dos súditos. Cansei de pedir meu príncipe, de andar com o sapatinho na mão experimentando em qualquer um que apareça e me decepcionando depois.

Hoje estava vivendo a minha vida dos últimos dois meses, de pessoa normal. Entrei no ônibus com meu super novo corte de cabelo e comecei a ver que tinha um garoto olhando pra mim o tempo todo. Quando eu olhei pro lado, não é que era um dos candidatos furados a príncipe? Procedi da maneira mais digna que consegui, diante daquela escória de testosterona do meu lado. Levantei, mexi no cabelo e saí toda linda. E ainda fingi que atendia o celular e dizia “oi amor”. Uma atitude muito adulta e aceitável.

Mas era mais ou menos isso que esse aí precisava. Apesar de ter sido uma história que rende gargalhadas aos meus amigos até hoje, ele merecia sumir. Ou melhor, que eu sumisse com ele!

Nos conhecemos um dia, numa boate. Era aniversário de uma amiga que eu não vioa há tempos, e que eu só fui mesmo porque não tinha outro lugar pra sair, já que nós não tínhamos nenhuma intimidade. estava muito frio no dia e eu coloquei uma blusa de linha e gola alta, de listras vermelhas e brancas.

Cheguei na boate e logo comecei a sentir muito calor. Liguei pro meu irmão, pra pedir que ele me levasse alguma coisa fresquinha e adaptada ao ambiente, mas ele disse que “neeeeem pensar que eu saio do meu conforto pra levar roupa pra você em boate. Desiste.”. Com calor e com raiva, subi pro segundo andar. Lá em cima, um garoto me pára e diz, na minha cara, que eu estava parecendo o Wally. O tempo ficou mais quente. Falei umas poucas e boas pra ele e mandei que saísse da minha frente. Como assim um cara totalmente sem atrativos, feio e com papo ruim, fala isso de mim???

Saí desepesrada, fui em casa, troquei de roupa e entrei de novo na boate. O maior sacrifício da noite. Por mim, nem voltaria, voltei pela minha amiga que estava sozinha e no clima de ficar por lá.

Quando voltei, com uma blusa normal e fresquinha, o mesmo cara-de-pau me parou, dizendo que tinha ficado muito melhor agora. Eu mandei ele me soltar, com toda a delicadeza que me é comum quando eu estou nervosa… Então ele começou a se desculpar, dizendo que eu era muito bonita e que ele não via jeito algum de se aproximar de mim e fazer com que eu prestasse atenção nele sem ser assim. Acabamos conversando a noite toda, e eu só não fiquei com ele porque, num lapso de raiva, acabei ficando com um troglodita bombado amigo da minha amiga. Menos um ponto pra mim. Não lembro nem o nome dele; Aliás, parêntesis: quando eu não lembro um nome, eu invento, pra mim mesma, pra eu me sentir melhor. Esse era Marcelo.

Larguei o Marcelo em algum lugar que eu não lembro e fui ficar conversando com esse garoto. Na hora de ir embora, ele tentou me beijar várias vezes e em uma, conseguiu… Acabou me convencendo a dar meu telefone pra ele.

Será que eu fiquei esperando ele me ligar durante uma semana??? Sim. Será que ele ligou??? Não.

Mas a malícia maior da situação está no fato de eu saber, antes de nós nos encontramos, que aquele garoto era muito amigo de um ex, por quem eu ainda era apaixonada. Bem, foi como uma vingança, ou tentar esquecer, não sei. Só que não deu certo, virou tudo contra mim. Descobri que ele tinha uma namorada há anos, e pelas minhas fontes, está com ela até hoje, enquanto me secava na viagem.

Cansei dessas histórias.

I want a McDreamy in my Mclife.

Right now.

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