Always the bride´s maid, never the bride

Posted in Cachorradas with tags on dezembro 29, 2008 by rexandthecity

l_a59e89f82f96a669ac1c26965ee56ddcTodo mundo estranha meu gosto especial pra filmes. Quer dizer, todo mundo que não me conhece, claro.

Eu tenho dupla-personalidade e isso não é novidade nenhuma.

Uma adora filmes de ação, com muito sangue e algum conteúdo filosófico por baixo da pancadaria. E nesse gênero reina “Clockwork orange”, entre outros fora-de-série. (PS: Fica aqui minha singela homenagem ao Brad Pitt, que se esmera em papéis fantásticos quando deixa a carinha bonitinha de lado).

A outra personalidade… Sim, é a rosinha com glitter. Que compra caderno da Hello-Kitty, chora em comédias românticas, quer casar e morar na montanha.

Filmes rosinha com glitter me divertem mas não costumam me comover. Hoje um não quer sair da minha cabeça…

Vi 27 dresses. Aquele com a Izzie do Grey´s Anatomy, que ela é dama-de-honra de milhões de casamentos.

No filme, ela diz que a hora mais especial do casamento, na opinião dela, é quando a noiva entra e todos voltam os olharem pra ela. Nesse momento, ela sempre olha pro noivo… e se deslumbra com a cara de apaixonado que ele faz olhando pra mocinha de branco andando pela nave.

Depois disso, só conseguia pensar na minha entrada na igreja. Estranhamente, eu entrava sempre sozinha. Não via meus pais ou meu irmão nesse momento “sonhando acordada”.

Eu estava linda no meu vestido branco de tafetá hehehe… e… mais que tudo, nunca tinha me imaginado tão feliz.

Pausa. [problema:on]

Lá no alto, qual era a única pessoa que eu conseguia imaginar, me esperando, com a cara de apaixonado que eu sempre quis ver? Prince Charming. Eu me forcei a imaginar milhões de vezes outro pretendente. Não conseguia. Era ele e pronto.

Fiquei o dia todo pensando no meu amor de comercial de margarina. Como alguém poderia ficar tão perfeito em cima do altar, minha gente?!?

E aí meu sonho acabou quando recebi um email dele no fim da tarde… Dizendo que quer muito vir para o Brasil como tínhamos combinado, mas que os amigos dele estavam planejando uma viagem de férias que ele não podia perder. Agora, um doce pra quem adivinhar o destino: Argentina.

Mais um doce pra quem apostou que eu quase quebrei o computador assim que li a mensagem! Como ele pôde programar uma viagem pro lugar que eu sugeri viajar com ele, nas minhas últimas férias???

No final da mensagem ele ainda disse que ia tentar encaixar um jeito de me ver antes de viajar com os garotos… Mas que, se não desse, eu valeria a espera até 2010, quando eu prometi tirar minhas primeiras férias depois de formada e passar um tempinho com ele.

Damn fucking motherfucker dog!

Acabou com meus sonhos de casamento!

Agora eu tô tentando roubar uma foto dele de terno pra vocês verem, e, pra minha decepção, acabei de ver uma foto dele de cabeça raspada!

Quer saber? Ainda bem que ele não vem. Ia arruinar o visual do meu casamento perfeito. [problema:off]

Fim de ano na Dogs Island

Posted in Cachorradas on dezembro 29, 2008 by rexandthecity

Entresafra. Ah! O pior período do ano. Totalmente sem relacionamentos complexos em curso. Bem, vamos às atualizações dos romances antigos pra, então, introduzir um novo. (?)

Dart Vader e eu estamos em uma nova fase do nosso pseudo-relacionamento. Depois de termos tido uma conversa séria e de eu ter dito pra ele que não nasci pra amante e que nunca me prestaria a tal papel, decidimos virar amigos civilizados. Tão civilizados que nunca mais conversamos. Semanas atrás, estava tomando um suco na cantina da faculdade quando ele surge, vindo do inferno, provavelmente! (O que ele estava fazendo lá, se já se formou há tempos?) Civilizadamente, fingi que não o vi e saí direto pra minha aula. Dois dias depois, recebo uma mensagem pedindo pra que eu o orientasse sobre a viagem de férias que ele estava planejando – com a namorada! Ah, que delícia. Fui promovida de amante à secretária! Fantastic. Demonstrei um imenso interesse em ajudá-los a passar a pré-lua-de-mel fazendo sexo loucamente em lugares que são especiais pra mim – e ele logo percebeu que estava exagerando no quesito “ser amiguinhos!.

Lembram daquele garoto do primeiro post? É… Acabei cedendo às investidas dele. Ultimamente, ele estava me ligando várias vezes por dia, mandando mensagens fofas no final de semana… Ai, sabe… Tudo muito fácil. Eu estava naquela época em que não dá vontade de começar um romance novo. Sabe como é… “Oi, vc tá sozinha? Posso conversar com você?”
Aaaaaaaaaah. Cansei. Liguei pra ele e marquei numa sexta-feira. Maliciosamente, eu marquei num dia em que eu estava sozinha em casa. Ele passou pra me buscar, fomos a um barzinho e ficamos conversando até tarde. Logicamente, ficamos – apesar de eu ter mantido o discurso de “que isso… eu vim aqui pra conversar”. Na volta pra casa, começamos com aquela coisa né… Mão aqui, mão ali… Ele falando mil coisinhas, pedindo desculpas pelo que fez de mal pra mim, eu carente e com sono… E quase que eu caio na burrice de levar o mocinho pra minha cama quentinha. Os meus dois neurônios acordaram da embriaguez hormonal e me tiraram do carro rapidamente. Ficamos de conversinha mais umas semanas – eu enrolando o moço claramente – e, quando eu vi… Marcamos de sair perto da casa dele. Eu ia com minhas amigas pra uma boate e acabei resolvendo ligar pra ele, até porque estava morrendo de medo de chegar lá e encontrá-lo, né?
Bem… Ele me ligou umas 23:00h dizendo que estava cansado, tinha trabalhado muito e ia dormir… que eu não ficasse chateada. Eu fiquei super feliz, na verdade. Naquele mesmo dia, entrei no orkut às 5 da manhã e ele estava entrando na mesma hora! Uma semana depois, qual foi a minha surpresa quando descobri que ele estava… namorando! Quando eu achava que estava super dando balão nele e indo pra noitada, ele estava super me dando balão, dormindo na casa de outra menina! Game over.

Meu colega do trabalho… Ham. Continua delicioso, engraçadinho e mau-caráter. Sem mais no momento.

E agora o prato principal!
Hum… Assim… Tem um menino, sabe? Ham… Ele estuda comigo na verdade. Tá bom, vou deixar a hipocrisia de lado e expor meus problemas junto com o meu lado ruim. Ele é inteligente, fofo, sarcástico… Uma gracinha, de verdade. Vamos aos problemas pra todos me crucificarem logo de uma vez. Problema um: ele tem namorada. Tá, eu sei, mas ele não é Dart Vader. Eu sei que ele vai terminar com a namorada se for pra ficar comigo. Mulher sabe dessas coisas. Minha melhor amiga ficou uma hora tentando me persuadir a desistir desses “namorandinhos” como ela chama – os meninos bonzinhos que eu atraio e que já são de alguém. Ok. Problema dois: ele é pobre. Pobre e cafona. Eu sou pobre também, mas é uma pobreza completamente diferente, sabe? Aí vai a minha cota de machismo. Homem não pode ser pobre. Jamais. Se for, minta. Sabe como é… Eu sei que ele é um investimento à longo prazo, que provavelmente vai ganhar mais do que eu em dois anos, mas mexer naquele armário vai ser uma tarefa árdua. E super necessária! Não dá pra ir ao cinema de ônibus. Definitivamente não.
Além do que eu falo no blog, a única pessoa que sabe desses meus defeitos machistas-capitalistas-burocráticos é a minha melhor amiga. Na visão dela, esse segundo defeito é até bom, porque ela está cansada de me ver chorando por gente que mora em cobertura em Ipanema…
Defeitos à parte. Eu até dei umas investidas e depois parei quando eu vi que os defeitos estavam prejudicando meu cérebro conturbado.

E aí ele pirou. Começou a me mandar mensagens e falar no msn comigo – que eu mudei, e que foi só com ele, e que é angustiante me ver desse jeito calada etc etc. Brochei! Ai, odeio homem sentimental. Inventei umas desculpas que eu estava com problemas pessoais, que não era com ele e tal. Mas não consegui melhorar… Então, acreditem! Ele foi atrás de mim na saída da faculdade um dia, e começou uma discussão de relacionamento! Ufa.
Depois de estarmos resolvidos, achei prudente mandar uma mensagem de natal no celular dele, mas nada “rosinha com glitter”, entende? Ele me respondeu com três (TRÊS) mensagens iguais consecutivas e uma no dia seguinte perguntando porque eu não tinha respondido nenhuma das TRÊS mensagens que ele me mandou. Será que ele é dessas pessoas que cometem crimes passionais? Hahahaha…

Medo nesse momento.

Sexta-feira!

Posted in Cachorradas on setembro 12, 2008 by rexandthecity

Sexta-feira. Acordo 1 hora antes do horário normal pra fazer uma escovinha no cabelo… Aproveito e faço um make-up leve (rímel+blush+gloss), boto uma roupa bonitinha, um saltinho e saio de casa.

Chego no trabalho e abro a porta naquela tensão…

Nada do FDP!

Acreditam que ele não apareceu o dia todo??? E eu fiquei lá, esperando ele dissipar a beleza dele pela sala o dia todo e ainda tendo que ouvir várias piadinhas dos colegas. Os que sabiam, presumiram que eu fui fazendo o estilo “toda-linda” só pro menino em questão e os que não sabiam ficavam me perguntando quem era o rapaz que tinha feito eu me arrumar toda daquele jeito. Gente, é só rímel!

Voltei pra casa curtindo aquela fossa e resolvi sair no sábado.

Acreditem ou não, com milhões de lugares pra sair, acabamos indo parar no mesmo lugar! Quando eu cheguei na boate, encontrei logo de cara aquele amigo dele, que é meu amigo também, namora há 500 anos e pegou a minha amiga na famigerada noite de domingo último. Calcei a última dignidade que me restava e fui lá falar com meu menino, como se nada tivesse acontecido entre nós. Provavelmente ele fez o mesmo, porque agiu como se nada tivesse acontecido. “Ooooi, você aqui, que coincidência, tudo bom?”. Silêncio. Hum… melhor dar uma volta.

É isso aí gente. Amanhã é uma nova sexta-feira. Tô aqui entre secador e clips de cabelo. Vamos ver no que dá! 😉

Desejem-me boa sorte!

PS: Que saudade daqueles tempos em que quando o Dart Vader me enchia o saco, era só apertar o power e desligar o computador… Falando nisso, ele sumiu. O que está havendo com o meu mundo?

Onde se ganha o pão, não se come o osso.

Posted in Cachorradas on setembro 2, 2008 by rexandthecity

 

Velho e bom ditado esse aí de cima, apesar de eu ter adaptado a “carne” original pelo osso, mais pertinente ao conceito do blog.

Sim, eu peguei um colega de trabalho. Sim, eu não quero nada mais com ele. Sim, ele é um idiota. E sim, muito gostoso.

O que fazer no dia seguinte???

Se alguém tiver alguma resposta criativa, mande urgente pra esse blog, porque essa autora que lhes escreve está com um hiato na mente entre o dia de hoje e o de amanhã.

Ele era novo no trabalho. Voltei de férias, entrei na sala e me deparo com aquela coisa linda, todo compenetrado nos pacientes… Apesar de trabalharmos na mesma sala a maior parte do tempo, trocamos umas 20 palavras durante essas duas semanas antes do incidente de ontem. Como sempre, achei muita carne pro meu osso e tratei de me recolher à insignificância do meu trabalho e deixar o rapaz espalhar a beleza pelo ambiente.

Só que o pessoal arrumou um churrasco de confraternização, e por coincidência, acabou sendo na casa dele.

(Nível alcoólico 1) Eu dançando no churrasco, entretida com as pessoas, não dando a menor confiança pra ele nem ele pra mim.

(Nível alcoólico 2) Eu dançando no churrasco, em grupinhos, meu chefe olhando com cara de abismado e eu já começando a fazer videozinhos do dono da casa.

(Nível alcoólico 3) Eu dançando até o chão no churrasco, meu chefe foi embora. Pego o celular pra mandar mensagem pro meu ex. Ele rouba meu celular.

(Nível alcoólico 4) Eu páro de dançar quando descubro que minha amiga apagou minhas 1100 fotos da câmera que eu não tinha feito backup. Ela chora copiosamente. Eu não consigo ficar triste e ainda não sei o porquê disso. Vou andando na direção dele e soco a perna num banco no meio do caminho. Ninguém vê e eu fico com a perna roxa.

(Nível alcoólico 5) Eu volto a dançar e um amigo meu me avisa que ele estava me esperando no andar de cima. “Pra quê?”, me pergunto… Ele está no andar de cima sozinho me esperando. Eu argumento com meu amigo que eu não estou bêbada e não vou ficar com ninguém.

(Nível alcoólico 6) Eu e ele dentro de um carro, a uns 100km por hora dentro da cidade. O carro dança. Ele também. Eu páro de dançar instantaneamente.

(Nível alcoólico 7) Eu, puta com a situação, desço e todos os meus amigos acham que nós ficamos! Resolvo procurar minha amiga e descubro que ela sumiu com um amigo nosso que namora há uns 7 anos. Em que mundo eu estava???

(Nível alcoólico 8) Resolvo parar de doce e entrar no jogo. Descubro o quanto o garoto é irritante, prepotente e infantil. Mando ele calar a boca umas 5 vezes e todo mundo acha que é implicânciazinha de amor. Não dá pra ser sério nesse mundo não?

(Nível alcoólico 9) Ele perde a chave do carro, ficamos milhões de horas procurando, e ele sai pra deixar meus amigos e me deixar em casa, dançando. Aliás, todos dançando. O carro novamente, meus amigos e ele. Chego em casa, tento me livrar dele, mas desisto logo no primeiro beijo de despedida… E nessa, eu volto à pergunta. Por que os cafajestes são tão bons pra diversão?

(Nível alcoólico 10) Ele vai embora e eu não consigo dormir. Primeiro porque vou ter que encontrá-lo no dia seguinte e não tenho nem cara pra isso. Segundo porque a gente se pegou e nem se conhecia. Terceiro porque eu falei umas mil vezes, pra todo mundo, que ele era a pessoa mais chatinha que eu já tinha ficado. Por que eu falo tanto assim?

(Nível de cafeína 2570,42) Eu, tensa, minhas pernas dançando, tentando descobrir como lidar com a situação e tentando não me apaixonar por mais um idiota, tentando não parecer tão babaca quanto ele amanhã, querendo sumir!

Alguma idéia exceto arsênico?

I want a McDreamy in my Mclife

Posted in Cachorradas with tags on agosto 4, 2008 by rexandthecity

 

Nos últimos tempos eu estive ocupada demais pra escrever aqui. Não, mentira. Eu tive muito tempo livre, demais, mais do que o necessário. Mas durante todo esse tempo, eu tentei construir uma imagem de bem resolvida que não escreve em blogs sentimentais. Hum… Failure.

Mudei de corte de cabelo (toda mulher tem que começar uma mudança pelo cabelo, não???), mudei de faculdade, fiz novos amigos, passei um mês fora do país, mas quando eu voltei, continuava tudo como eu deixei.

Eu continuo sentindo que eu não pertenço ao mesmo universo das pessoas com as quais eu me relaciono. Continuo não aceitando o fato de Dart Vader continuar me perseguindo, apesar de eu cultivar isso. E já cansei de todas as perguntas que eu sempre me faço sobre esse relacionamento doente. E ele não é feliz com aquela garota sem sal? Então o que ele quer comigo? Como ele pode ser tão superficial a ponto de achar que eu vou me tornar alguém igual a ele e aceitar todas as condições que ele me impõe, como se ficar com ele fosse o grande favor que ele vai fazer pra minha vida? Ah, basta.

E what about prince charming? Bem, he´s not that charming. Eu acabei indo sozinha pra viagem que nós planejamos fazer juntos. Não que isso tenha sido ruim, acho que foi até melhor assim. Mas como ele conseguiu me enrolar esse tempo todo e simplesmente não responder a nenhuma das minhas perguntas sobre o porquê dele não ir comigo??? Nem eu sei o que aconteceu. Só sei que ele não apareceu, não deu satisafção e ainda me escreve como se eu fosse o amor perdido da vida dele. Talvez dessa palavras, a única certa seja “perdido” mesmo.

A verdade é que eu cansei dos súditos. Cansei de pedir meu príncipe, de andar com o sapatinho na mão experimentando em qualquer um que apareça e me decepcionando depois.

Hoje estava vivendo a minha vida dos últimos dois meses, de pessoa normal. Entrei no ônibus com meu super novo corte de cabelo e comecei a ver que tinha um garoto olhando pra mim o tempo todo. Quando eu olhei pro lado, não é que era um dos candidatos furados a príncipe? Procedi da maneira mais digna que consegui, diante daquela escória de testosterona do meu lado. Levantei, mexi no cabelo e saí toda linda. E ainda fingi que atendia o celular e dizia “oi amor”. Uma atitude muito adulta e aceitável.

Mas era mais ou menos isso que esse aí precisava. Apesar de ter sido uma história que rende gargalhadas aos meus amigos até hoje, ele merecia sumir. Ou melhor, que eu sumisse com ele!

Nos conhecemos um dia, numa boate. Era aniversário de uma amiga que eu não vioa há tempos, e que eu só fui mesmo porque não tinha outro lugar pra sair, já que nós não tínhamos nenhuma intimidade. estava muito frio no dia e eu coloquei uma blusa de linha e gola alta, de listras vermelhas e brancas.

Cheguei na boate e logo comecei a sentir muito calor. Liguei pro meu irmão, pra pedir que ele me levasse alguma coisa fresquinha e adaptada ao ambiente, mas ele disse que “neeeeem pensar que eu saio do meu conforto pra levar roupa pra você em boate. Desiste.”. Com calor e com raiva, subi pro segundo andar. Lá em cima, um garoto me pára e diz, na minha cara, que eu estava parecendo o Wally. O tempo ficou mais quente. Falei umas poucas e boas pra ele e mandei que saísse da minha frente. Como assim um cara totalmente sem atrativos, feio e com papo ruim, fala isso de mim???

Saí desepesrada, fui em casa, troquei de roupa e entrei de novo na boate. O maior sacrifício da noite. Por mim, nem voltaria, voltei pela minha amiga que estava sozinha e no clima de ficar por lá.

Quando voltei, com uma blusa normal e fresquinha, o mesmo cara-de-pau me parou, dizendo que tinha ficado muito melhor agora. Eu mandei ele me soltar, com toda a delicadeza que me é comum quando eu estou nervosa… Então ele começou a se desculpar, dizendo que eu era muito bonita e que ele não via jeito algum de se aproximar de mim e fazer com que eu prestasse atenção nele sem ser assim. Acabamos conversando a noite toda, e eu só não fiquei com ele porque, num lapso de raiva, acabei ficando com um troglodita bombado amigo da minha amiga. Menos um ponto pra mim. Não lembro nem o nome dele; Aliás, parêntesis: quando eu não lembro um nome, eu invento, pra mim mesma, pra eu me sentir melhor. Esse era Marcelo.

Larguei o Marcelo em algum lugar que eu não lembro e fui ficar conversando com esse garoto. Na hora de ir embora, ele tentou me beijar várias vezes e em uma, conseguiu… Acabou me convencendo a dar meu telefone pra ele.

Será que eu fiquei esperando ele me ligar durante uma semana??? Sim. Será que ele ligou??? Não.

Mas a malícia maior da situação está no fato de eu saber, antes de nós nos encontramos, que aquele garoto era muito amigo de um ex, por quem eu ainda era apaixonada. Bem, foi como uma vingança, ou tentar esquecer, não sei. Só que não deu certo, virou tudo contra mim. Descobri que ele tinha uma namorada há anos, e pelas minhas fontes, está com ela até hoje, enquanto me secava na viagem.

Cansei dessas histórias.

I want a McDreamy in my Mclife.

Right now.

Prince charming

Posted in Cachorradas on março 20, 2008 by rexandthecity

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Tenho passado pelos dias mais tranqüilos e felizes da minha vida.

Talvez seja pela falta de homens me dando trabalho.

A história com Dart Vader está longe de acabar, mas não me incomoda hoje mais.

O personagem de hoje, na verdade, nem merecia estar nesse blog, mas vamos começar do início.

Resolvi fazer uma lista das qualidades que o homem ideal pra mim deveria ter. Listei tudo na minha cabeça e parti rumo ao convento de Santo Antônio, pra ver se o cara me dava uma forcinha… (O desespero me envergonha… rs).

Pedi mais ou menos assim:

Alguém que eu achasse muito bonito, ainda que não fosse… E que me achasse linda também. Que desse valor à família e tivesse grandes amigos como eu tenho. Que tivesse uma carreira legal, sólida e que amasse o que faz. Que se soubesse se vestir bem, mas que precisasse da minha consultoria de vez em quando. rs… Que gostasse de ler, de viajar e que tivesse consciência social. Que fosse carinhoso, atencioso, beijasse bem e adorasse meus amigos. Que quisesse casar, mas por enquanto, que só quisesse ser feliz.

Então, eu ganhei exatamente esse homem!

Estava trabalhando na sexta. Tinha combinado com a minha amiga de ela me pegar no trabalho para sairmos… 5 minutos antes da hora marcada, ela me liga, diz que bateu com o carro e que não iria mais… Voltei arrasada pra casa, de ônibus e com dores pelo corpo todo…

Decidi que precisava sair pra relaxar.

Fui com outras duas amigas pra uma boate. Lá pelas tantas, andando pelo salão, vi um cara lindo, com o sorriso mais lindo que eu já vi me olhando… Recolhi-me a minha insignificância e constinuei a dançar.

Meanwhile, um gordo chato vem dançar comigo, falando inglês. Eu desconversei porque todo mundo sabe o quanto eu odeio gringo em boate. Ainda mais americanos. Queria que Geroge Bush sumisse e que aquela prepotência toda desabasse.

Nisso, o cara bonito que eu tinha visto aparece e começa, em inglês, a me pedir desculpa pela inconveniência do amigo bêbado… De um hora pra outra, comecei a adorar gringo em boates! rs..

Conversamos por umas duas horas… E ele era realmente tudo aquilo que eu pedi pra Saint Anthony!

No final, um amigo dele chegou e disse que eles tinham que sair em 20 minutos!!! Mais do que rápido, resolvi agir e chamar o menino pra dançar comigo… E nós nos beijamos!! Muito! Lindo! Perfeito…

Quando acordei no dia seguinte, já tinham dois e-mails fofos na minha caixa de entrada!
Nos encontramos mais várias vezes… Fomos ao museu, tomar açaí, tomar cerveja, namorar na beira da piscina, andar na praia, dormir juntinhos…

Eu sabia que não poderia me apegar, já que ele iria embora na sexta… Mas, infelizmente, os meninos adiantaram a passagem e ele foi embora hoje.

So, Prince Charming is gone… E fica a questão:

O que eu faço se a minha alma gêmea nascer em outro país e não falar a minha língua???

Ainda preciso contar muita coisa sobre Prince Charming… Ele é muito mais.

My heart hurts too much.

Pra finalizar… Ele é a cara do Aidan Shaw, da Carrie Bradshaw. Que desespero!

Fim de linha

Posted in Cachorradas on fevereiro 24, 2008 by rexandthecity

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Espero sinceramente que esse seja o meu último post da série Dart Vader.

Ontem, depois de eu ter ficado horas esperando a resposta sobre o nosso encontro, eis que ele entra em uma crise de consciência.

Disse que pensou muito sobre nós dois e o que seria do nosso relacionamento no futuro, depois que tudo acontecesse. Percebeu que só íamos magoar um ao outro e estragar a nossa amizade. Que pensou nas coisas que disse e viu que não queria trair a namorada e estava se sentindo a pior pessoa do mundo por estar fazendo o que fez comigo.

Eu falei que também refleti muito sobre o que dissemos e cheguei à conclusão que eu quero uma pessoa integralmente minha. E é isso. Tudo o que eu quero. Não conseguiria ficar com ele, por mais que meu corpo todo dissesse que sim.

Ele pediu mil desculpas pelo que falou e o que fez, pediu pra eu não ficar triste e tentar não mudar com ele… Impossível.

Tudo mudou. A nossa “amizade” que ele tanto preza não passava de uma imensa vontade de estar junto e se conhecer. E essa vontade tem que passar.

Achei dignas as palavras dele, de que não queria me magoar e nem menosprezar com o que falou, e que tudo que queria era me preservar de me sentir mal depois. E que eu mereço alguém especial que me ame demais.

Falei que queria somente que nós nunca tivéssemos nos conhecido. Que eu estava muito triste mas que ia melhorar. E que não queria que ele ficasse triste também.

Foi o final mais surpreendente, mas o menos bonito. Sem reticências, só um ponto final.